O Centro de Inclusão Socioprofissional tem como perspectiva abrangente criar os meios neurodesenvolvimentais, psicológicos, psicossociais e de capacitação profissional que possibilitem ao jovem ou adulto com Transtornos do Espectro Autista ou Transtornos Mentais, sua inclusão social compreendida de forma abrangente e especificamente como adaptação e permanência no mercado de trabalho.
A complexidade e o dinamismo do mundo corporativo solicitam da pessoa uma gama de habilidades básicas ao exercício de sua autonomia pessoal, comunitária, e, sobretudo o respeito por si próprio. Ao considerarmos as dificuldades enfrentadas pelos jovens com Transtornos do Espectro Austista ou Transtornos Mentais ao longo de sua infância e adolescência, para vencerem as demandas escolares e sociais, podemos compreender o quanto uma estimulação neurodesenvolvimental que harmonize suas habilidades cognitivas, motoras e emocionais e desencadeiem a emergência de um sujeito ativo apresenta-se como fundamental .
A abertura desses jovens à comunicação e à expressão e à percepção de que lhes é possível sua acessibilidade aos bens sociais e culturais, revoluciona a ideia vigente até bem recentemente, de que suas incapacidades lhes designavam o lugar da exclusão e do isolamento. As transformações sociais acompanhadas de subsídios legais, da implementação de politicas afirmativas e pela conscientização da sociedade acerca da potencialidade desses jovens abre-lhes um novo campo de ação.
O diálogo social entre os setores envolvidos nesse processo é o fator que pode impulsionar de fato uma mudança cultural no mundo corporativo.
A experiência vem confirmando que não se trata de cumprir uma lei de cotas, simplesmente. Enquanto a empresa estiver pressionada e não de fato preparada para receber esses jovens esse processo não evoluirá da estatística de preenchimento de vagas cumprindo a lei, à verdadeira inclusão desses trabalhadores que podem sim ter suas competências contribuindo de modo pertinente aos processos de produção.
Atingir essa meta inclusiva promovendo de modo abrangente a autonomia dos jovens de um lado e de outro lado dialogando com os empregadores e/ou gestores empresarias a fim de que possam integrar as estratégias de desenvolvimento de recursos humanos como prioridade ao processo adaptativo desses iniciantes ao mundo do trabalho, nos levou a elaborar um amplo programa contemplando as diferentes interfaces dessa questão complexa.
Veja abaixo e clique para conhecer um pouco mais sobre cada uma delas:
Cada uma dessas áreas tem o seu programa de atuação e focos específicos porém integrados entre si.
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