
A educação adequada às demandas da pós-modernidade (enquanto período histórico),
como perspectiva de evolução psicossocial e de engajamento do cidadão, propõe
um desafio sem precedentes na história da humanidade.
Duas variáveis
interligadas estabelecem um elevado grau de complexidade dessa questão: a
revolução trazida pela globalização facilitou sobremaneira a
comunicação (mídia e internet) e vem acelerando o desenvolvimento econômico e
técnico. Incluem-se aqui não somente as rápidas transformações dos meios de produção
como das próprias modificações relacionais pessoa a pessoa, empresa a empresa.
A segunda variável relevante diz respeito à extensão e à intensidade da problemática
social que ora vivemos. Uma restauração
ética, desde o nível mais íntimo, pessoal, até os mais amplos
como os das relações educacionais e de trabalho se faz urgentemente necessária.
A crise que atinge a educação, conseqüentemente, não poderá ser superada
por reformulações parciais e sim por uma perspectiva
que comporte o novo modelo social
e econômico e suas decorrências.
Torna-se visível
que a incerteza é a única certeza possível face
a tantos e tão impensáveis avanços tecnológicos e à globalização. A incapacidade
de pensar e compreender essa nova realidade solicita do homem contemporâneo uma
inteligência geral que lhe possibilite aprender, compreender, refletir, criticar,
reconsiderar; requer uma inteligência que seja basicamente flexível, capaz de
integrar o todo, compreendendo sua multidimensionalidade,
sua complexidade, seu contexto;
que saiba enfrentar o inesperado, trabalhar o improvável, o novo, vivendo os riscos
e as incertezas que cada momento da vida contém.
A compreensão de nossa
complexidade como sujeitos, da complexidade do outro, da realidade exterior -
o contexto em que trabalhamos, convivemos, vivemos enfim - é fundamental para
que as interdependências se multipliquem e possa acontecer o resgate dos princípios
éticos da convivência humana. Princípios que vão além da compreensão
intelectual, que exigem um novo "vir a ser ", para que o homem contemporâneo possa
tornar-se mais lúcido naquilo que faz, enfrentar o seu cotidiano com atitudes
verdadeiramente transformadoras,
- transpondo barreiras;
- transpondo
os limites da disciplinaridade;
- constituindo-se como sujeito.
Esses pressupostos são as bases metodológicas do RAMAIN
e DIA-LOG, criados
por Simonne Ramain e Germain Fajardo, que se constituem no substrato de base de
todo nosso trabalho na Área Educacional.